
CISNE NEGRO. Aí está um filme memorável, que mexe com as estruturas emocionais e intelectuais de qualquer espectador.
A história é contada sob a ótica da personagem Nina Sayers, que em busca da perfeição, trava uma guerra consigo mesma e dá vida ao lado "cisne negro" que dorme dentro de si.
Assutadoramente belo, o filme retrata a solitária e dolorosa vida de uma bailarina que desconhece o prazer, que não tem privacidade e que vive aprisionada à meninice. É inebriante e perturbador. Nos confunde, nos deixa com dúvidas e nos intriga: afinal, quem são seus inimigos de fato? A mãe, super-protetora? Lily, a nova bailarina da companhia? A pressão dos ensaios? Tudo ao mesmo tempo?
A jornada sensacional em busca dessas respostas somos nós, o público, que fazemos. Nina não quer respostas, nós as queremos.
Com tudo isso, o filme encerra mostrando que o caminho em busca da perfeição é imperfeito e que tal destino não existe.
Tomara consigamos trazer um pouco dessa lucidez para nossas vidas, quando estamos como Nina, ainda que em significativa menor intensidade, nos tentando provar e aprovar todo o tempo, o tempo todo.
Geralmente por razões erradas, tolas ou vazias.
"Porventura alcançarás os caminhos de Deus, ou chegarás à perfeição do Todo-Poderoso?" (Jó 11:7)
Conheça seus limites, respeite-os e confie em Deus. A perfeição vem d'Ele, com Ele, por Ele.
Sem Deus, ficamos como as Ninas do mundo: perdidos na própria busca, obcecados e céticos, crendo no poder do trabalho, À TODO CUSTO.
ASSISTA AO FILME, e reflita sobre isso.
Sempre, Top of The Pops.